Postagens

Primeira Editora brasileira REALMENTE focada em D&D Old School acaba de entrar no mercado.

Imagem
DISCLAIMER: Apesar de ter contato com o criador do blog e da editora, não tenho ligação nenhuma com a Editora  além de trocar ideia de tempos em tempos sobre o D&D Oldschool. Não estou ganhando nada com esse post nem com nenhuma publicação da Editora.    Queria ter postado antes, mas só achei tempo agora, enfim... O blog Dustdigger acaba de lançar a editora Rei Feiticeiro , que apesar do nome, não tem relação com o fiasco que provavelmente vai ser a nova edição de Dark Sun para a edição mais estéril de D&D até então (5.5).  A editora, como sabiamente fez, lançou gratuitamente 2 excelentes módulos gratuit, traduzidos para PTBR, de material  gringo de autores que sabem muito sobre o estilo de jogar e produzir D&D Oldschool.  O primeiro é Gloomywood , um hexcrawl simples e elegante de um dos gigantes atuais do hobby. O módulo é pequeno (pouco mais de 20 páginas) mas é carregadíssimo de conteúdo para sua campanha hexcrawl. O texto é conciso, direto...

O que é preciso saber para iniciar em AD&D1e?(A resposta vai te chocar. Ou não. Quem sabe.)

Imagem
TL;DR Se você for jogador, não precisa de nada, só meter a cara no jogo e se comprometer nas sessões. Se for mestre, apenas foque no que diferencia 1e do resto, como sinergia entre raça e classe, como ambas funcionam e tabelas de combate. O resto se aprende aos poucos com o tempo. Ou então aprenda com OSRIC3.0 . É rápido, fácil e gratuito.  Como sempre, estarei me repetindo (ou me contradizendo). Mas releva que sou velho e tenho pouca criatividade.  Depois de conseguir sair da lama da mentalidade moderna e descolada dos OSR pós 2012 altamente populares quando comecei com OSR, eu caí de paraquedas nos fórums e grupos de D&D oldschool de fato. Meio perdido e ainda carregado de preconceitos que me foram bombardeados à época (jogo velho, preconceituoso, falho, complicado e etc), eu custei a entender de fato a realidade da coisa. Foi com o lançamento de Castle Xyntillan em 2020 que tive o estalo mental sobre o que de fato é tão especial em D&D e como os livros clássicos po...

Mais uma jogatina de AD&D1e presencial (Dessa vez usando OSRIC3e para consulta)

Imagem
 SPOILER ALERT!!! (Relato de mesa que obviamente contém spoiler do módulo Castle Xyntillan) Raras são as oportunidades de ter uma jogatina presencial, então é bom aproveitar quando é possível. Então quando a galerinha descolada se junta para fazer figuinha contra a argentina, nada melhor do que dar uma jogada oldschool enquanto come uma bobagem e joga conversa fora depois do jogo (a figuinha ainda não deu certo, no entanto).  Então vamos lá. Continuando as desventuras no Castelo Xyntillan , O grupo de aventureiros, depois de uma batalha intensa contra um membro Bárbaro da família Malevol e seus capangas berserkers e roubarem um caixão escondido em uma estátua de gesso, decidiram voltar para um local seguro para contar os espólios e cuidar do ladrão tombado na última sessão e que precisava de tratamento urgente.  Por sorte, encontraram no caminho um clérigo de bom coração (um novo jogador) que os levou para o seu mosteiro, pois senão gastariam dias para retornar à civiliza...

Exploração Urbana: Como e quando faço.

Imagem
  DISCLAIMER: Esse não é um texto sobre procedimentos de como criar uma cidade (localidades, facções, boatos, intrigas e etc). Para isso use o sistema de jogo de sua escolha,  ToAD (Tome of Adventure Design) ou até mesmo Vornheim (City Kit Artpunk) Esse é um texto sobre procedimentos de exploração em áreas urbanas.  Exploração de cidades é um dos tópicos que mais assusta e confunde a galera. E por um bom motivo. Os livros de D&D clássico, digo, os livros-base, geralmente não gastam muito tempo explicando detalhes sobre essa parte do jogo ("Ah, mas esse e aquele suplemento da 1.5, da 2e e de vários NSR falam disso". Ok. Então me mostre nos comentários.). Ou, quando gastam, ficam dispersos no texto (como subentendido em tabelas de encontros, contratação, treinamento, descrição de monstros, patrulha da guarda etc.). Não sei exatamente o porquê, pois exploração de cidades faz parte de S&S desde seu início. Há contos do Conan que exploram isso, tem os de Lankhmar tam...

NÃO apenas jogue. (E NÃO apenas leia as regras, claro. COMPREENDA-AS primeiro). Parte II: A Missão.

Imagem
Em março desse ano (2026) eu publiquei esse texto  só para dizer que o blog ainda existia. Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha porque senti que precisava dizer algo a mais mas não sabia bem o que. Nele eu falei sobre a importância de jogar o jogo como sendo o objetivo final. E é mesmo. Tudo o que é  feito antes pelo mestre de jogo e os jogadores é para esse fim (ou pelo menos deveria ser). Mas eu acho que no fim das contas ficou faltando algo muito importante sobre o processo como um todo. O de interesse inicial pelo jogo, a leitura das regras e objetivo do jogo, o entendimento do conteúdo dentro do manual de jogo e a aplicação das regras contidas no manual durante a prática de jogo para fixação do conteúdo lido e interpretado.  Então, vendo isso e sendo estimulado por reações de velhos (e novos) fãs encabulados aos meus textos em redes sociais online (adoram escrever reações sobre meus textos em vários lugares, menos aonde eu frequento. Curioso, não?) Então achei in...

D&D Old School Não é Simulador de Vida. (Ou qualquer que seja.)

Imagem
Tenho visto corriqueiramente mesas de RPG que se dizem ser D&D Old School mas que a prática de jogo é tudo, menos D&D. Digo isso não como alguém que queira policiar o que diabos mestres e jogadores fazem entre quatro paredes, mas sim observar como essas mesas tem se desviado da proposta original, frustrando mestres e jogadores que querem jogar D&D, mas se agarram com unhas e dentes nos termos e títulos do D&D Old School sem aplicá-los. Pare de ver streaming de RPG, leia mais os livros originários.   D&D old school é, fundamentalmente, um jogo de aventura clássica e (nem sempre, mas também) de guerra em pequena escala. Suas raízes estão no wargame (Chainmail 3e, procure a respeito), e isso se reflete diretamente em suas mecânicas e objetivos. O jogo é estruturado em torno da exploração de ambientes perigosos, da obtenção de tesouros, da superação de desafios no mundo, seja causada por monstros ou o cenário, e da conquista gradual de poder. Atravessando os er...

A insustentável leveza dos sistemas indie

Imagem
  Mais um daqueles textos sobre a comunidade de RPG de maneira geral. Dessa vez é sobre a insustentável leveza de sistemas novos e independentes. Não me leve a mal, acho que o melhor que sai e se sustenta no RPG de mesa nas últimas décadas é exatamente o que os independentes fazem. Empresa grande só dá desgosto. Independentes que almejam ser grandes apenas para se tornarem "personalidades" e não em sustentar a qualidade do produto que faz, também. Os de falsa humildade, especialmente, ainda são os piores. Isso se torna um problema, no entanto, quando os sistemas que saem todo santo dia são efêmeros. Eu já falei muito disso antes e certamente estarei me repetindo aqui, então não vou ficar entrando em detalhes novamente sobre sistemas coloridos, mas vazios, como aquele cereal açucarado da manhã. O meu ponto dessa vez é ver como isso é ilustrado nas interações das comunidades de RPG online. Então vamos lá. A cena indie de RPG de mesa nunca prosperou tanto como atualmente (basead...