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Quer ganhar um chokito? (Não proteja as tomadas de sua casa RPGística dos dedinhos nervosos)

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Hoje é dia de chuva forte, então isso deixa a gente reflexivo quanto às lamúrias da vida. Sendo inconveniente que sou, compartilho esses momentos com todos vocês, pois que graça tem ficar nessa nostalgia sozinho? O título desse post foi propositalmente nonsense por um motivo bem específico. Senta que lá vem história. Quando eu era adolescente, eu ia na casa de dois amigos irmãos jogar PS1/PS2 ou ver anime (sim, tempos sombrios) e, vez ou outra, o pai deles aparecia para contar histórias desconfortáveis sobre a infância deles. Lembro de duas bem hilárias que, de tempos em tempos, quando os encontro, me vejo rindo. A que interessa hoje foi a do Chokito. A outra, quando for relevante, talvez eu conte em outro post. Então, estávamos lá vendo um jogo de futebol qualquer (como disse, tempos sombrios), e o pai deles começa a contar casos. Em um ponto, ele começa a contar sobre a infância dos garotos, sobre como eles eram enxeridos e adoravam explorar a casa (coisa absolutamente normal para cr...

O poder das descrições (E a falta dele)

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Eu entendo perfeitamente que tem todo tipo de demanda em RPG de mesa, por isso este blog não é sobre RPG de Mesa. Nem é sobre OSR [digite aqui o que isso significa hoje], pasmem. É sobre D&D Old School. Também não é sobre toda maneira de jogar com os livros velhos. Às vezes, nem é sobre os livros velhos em si, mas sobre seus retroclones e sistemas muito próximos, que bebem de verdade da fonte dos D&D originários. Eu sei, confuso isso. Mas preciso, de tempos em tempos, lembrar dessas coisas para os bons e velhos fãs pegarem o prumo certo e terem que ser mais criativos na hora de reclamar dos meus textos e das minhas ideias. Então, sem mais delongas, eu trago o tema das descrições em D&D Old School, seus retroclones e afins. Hoje em dia eu posso dizer que já joguei boas mesas de D&D Old School com gente que realmente manja da parada. E, curiosamente, cada uma tinha suas peculiaridades, que me surpreenderam de formas positivas e também negativas. De certa forma já esperado...

Tabelas para que te quero!

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Cara de ressaca depois do arrasta pé e risca faca de sabadão.  Rantzinho de domingo só para não perder o costume:  Uma coisa extremamente comum em D&D Oldschool, OSR e toda a tragédia que veio depois são as tais tabelas. Todo mundo ama tabelas. Quanto mais tabela, melhor. Tabela, tabela, tabela. Mas não é bem assim.  Quando você pega algum dos clássicos da era da TSR ou até os novos clássicos que vieram com os retroclones, você nota ao ler que as tabelas lá inclusas tem um propósito bem claro, que é gerar conteúdo jogável. O DMG da 1e é o melhor e mais claro exemplo disso. Lá tem inúmeras tabelas, todas com o intuito de auxiliar o mestre a gerar conteúdo para sua campanha. Seja no mais objetivo e básico possível, como gerar tesouros (que tem estatísticas no livro) como encontros com monstros (também com estatíscas no livro). Tem tabelas também para idade e peso dos personagens (idade afeta atributos e peso afeta quem cosnegue carregar quem em algum momento de necessid...

NÃO apenas jogue. (E NÃO apenas leia as regras, claro. COMPREENDA-AS primeiro). Parte II: A Missão.

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Em março desse ano (2026) eu publiquei esse texto  só para dizer que o blog ainda existia. Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha porque senti que precisava dizer algo a mais mas não sabia bem o que. Nele eu falei sobre a importância de jogar o jogo como sendo o objetivo final. E é mesmo. Tudo o que é  feito antes pelo mestre de jogo e os jogadores é para esse fim (ou pelo menos deveria ser). Mas eu acho que no fim das contas ficou faltando algo muito importante sobre o processo como um todo. O de interesse inicial pelo jogo, a leitura das regras e objetivo do jogo, o entendimento do conteúdo dentro do manual de jogo e a aplicação das regras contidas no manual durante a prática de jogo para fixação do conteúdo lido e interpretado.  Então, vendo isso e sendo estimulado por reações de velhos (e novos) fãs encabulados aos meus textos em redes sociais online (adoram escrever reações sobre meus textos em vários lugares, menos aonde eu frequento. Curioso, não?) Então achei in...

D&D Old School Não é Simulador de Vida. (Ou qualquer que seja.)

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Tenho visto corriqueiramente mesas de RPG que se dizem ser D&D Old School mas que a prática de jogo é tudo, menos D&D. Digo isso não como alguém que queira policiar o que diabos mestres e jogadores fazem entre quatro paredes, mas sim observar como essas mesas tem se desviado da proposta original, frustrando mestres e jogadores que querem jogar D&D, mas se agarram com unhas e dentes nos termos e títulos do D&D Old School sem aplicá-los. Pare de ver streaming de RPG, leia mais os livros originários.   D&D old school é, fundamentalmente, um jogo de aventura clássica e (nem sempre, mas também) de guerra em pequena escala. Suas raízes estão no wargame (Chainmail 3e, procure a respeito), e isso se reflete diretamente em suas mecânicas e objetivos. O jogo é estruturado em torno da exploração de ambientes perigosos, da obtenção de tesouros, da superação de desafios no mundo, seja causada por monstros ou o cenário, e da conquista gradual de poder. Atravessando os er...

A insustentável leveza dos sistemas indie

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  Mais um daqueles textos sobre a comunidade de RPG de maneira geral. Dessa vez é sobre a insustentável leveza de sistemas novos e independentes. Não me leve a mal, acho que o melhor que sai e se sustenta no RPG de mesa nas últimas décadas é exatamente o que os independentes fazem. Empresa grande só dá desgosto. Independentes que almejam ser grandes apenas para se tornarem "personalidades" e não em sustentar a qualidade do produto que faz, também. Os de falsa humildade, especialmente, ainda são os piores. Isso se torna um problema, no entanto, quando os sistemas que saem todo santo dia são efêmeros. Eu já falei muito disso antes e certamente estarei me repetindo aqui, então não vou ficar entrando em detalhes novamente sobre sistemas coloridos, mas vazios, como aquele cereal açucarado da manhã. O meu ponto dessa vez é ver como isso é ilustrado nas interações das comunidades de RPG online. Então vamos lá. A cena indie de RPG de mesa nunca prosperou tanto como atualmente (basead...

OSE Advanced realmente é a versão definitiva do OSE (B/X)?

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Não considere as informações contidas nesse texto como orientações para não financiar o produto  no Brasil. Muito pelo contrário. Financie se tiver interesse no material.  Mesmo tendo suporte apenas à  linha Advanced, com todos os seus defeitos,  ainda considero como a melhor versão de B/X que teremos oficialmente no Brasil.   +++++ TL;DR: O OSE Classic continua sendo melhor que o Advanced OSE (e agora o OSE 2026) porque ele entrega exatamente aquilo que prometia: B/X puro, organizado, fiel e consultável em mesa. Achei um desserviço do autor abandonar a versão Classic (B/X quase 100% fiel) mas assim é a vida. As escolhas dele (na minha opinião) foram infelizes. Copia o AD&D bem mal ( sendo só um B/X com classes, monstros e mecânicas “inspiradas” em AD&D1e, sem realmente entregar a experiência do AD&D, enquanto ao mesmo tempo abandona a simplicidade que fazia o Classic ser especial. ). Mas enfim, pelo que ele prometeu (já fez promessas antes ...

"Just When I Thought I Was Out, They Pull Me Back In!" Exemplo típico de discussão online sobre RPG de mesa (comédia)

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"Justamente quando eu acho que saí, vão e me arrastam de volta." Claro que não é bem assim, mas estava eu bem fazendo a minha digestão do rango de domingo, tomando um cafezinho e vendo um filminho antigo de leve, e me mandam uma mensagem com prints de uma discussão hilária em uma comunidade brasileira de RPG sobre AD&D. Obviamente não vou postar os prints, pois prezo pelo direito dos envolvidos de não serem expostos e porque não faço propaganda gratuita de coisa que não é relevante. Mas a discussão foi tão maluca e engraçada e é algo tão corriqueiro nessas discussões online sobre RPG, que achei relevante postar.  Resumo de uma conversa típica de domingo em comunidades de RPG de mesa que me mostraram, de um canto qualquer da internet:  *Pessoa (A) recomenda adnd (1e)* Pessoa (B) "adnd é um lixo, detesto thac0" (1e não tem thac0) Pessoa (C) "Também não gosto de adnd, mas não precisa reclamar. O sistema é sim complexo com coisa inútil, mas o livro do mestre é ...

Final de semana perdido e RPG solo (e meio que um review de Yoon Suin)

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  Domingo passado choveu demais. Acabou com todos os meus planos. Raios, trovões, aguaceiro e ventania. Não dava para sair de casa e, claro, que uma árvore iria cair na rede elétrica e me deixar sem luz o dia inteiro. Com chuva, sem luz e somente internet de celular para chamar de minha, fiquei sem muitas opções. Fico olhando a chuva igual ao Caco, o sapo do meme, ou faço alguma coisa para me arrepender depois? Claro que sim! Mandei mensagem para um rolo antigo. Conversando por alguns minutos, me lembrei por que era rolo e me despedi educadamente. Então, com muita vergonha de mim mesmo e sem moral nenhuma para me orgulhar, optei pelo impensável. Por que não completar meu dia me humilhando, jogando um RPG solo ( o qual eu não sei jogar e tenho limitadíssima experiência)? E, já que não tenho mais autoestima nenhuma mesmo, por que não um bacanal de artpunk e RPG moderno? Mas pelo menos com o bom e velho LotFP para tentar tirar algum sentido de tudo. O arsenal: (Livros físicos)...